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Minhas mãos são minhas ferramentas para o fracasso e para a sustentação meu desejo pelo fazer.

Minha prática se desdobra numa negociação contínua entre minhas mãos, os materiais e o tempo — moldada pelo toque, pela costura, pela cor e pela repetição.

No meu trabalho, os têxteis se transformam em pinturas e objetos.
A performance é uma extensão do fazer artesanal. Convido o público a experimentar gestos do meu cotidiano, abrindo espaço para que novas relações possam surgir no coletivo.

O cuidado aparece na atenção dedicada aos materiais, aos corpos e ao tempo que as coisas pedem. O fracasso não é algo a ser superado no meu processo, mas algo com que eu convivo.

O que permanece é um estado, não apenas uma forma final.

Pati Sayuri é artista brasileira–okinawana que trabalha com têxteis, pintura e performances participativas. Sua prática se constrói a partir de processos lentos e do contato com os materiais, transitando entre o fazer individual e situações coletivas. Sayuri é mestre em Arte Pública e Novas Estratégias Artísticas pela Bauhaus Universität–Weimar e participou de residências e exposições internacionais no Brasil, Alemanha, Holanda e Singapura.

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